Arquivo para Maio, 2009

26
Mai
09

Vestibular Unicap 2009 – Post Telegráfico

To preparando dois post legais, um deles sobre o media center da DiyoMate. Muito legal. Mas como faz tempo que não passo aqui resolvi publicar um post telgráfico para avisar algo: o vestibular de meio de ano da Universidade Católica de Pernambuco já está no ar, com vagas para o curso de publicidade. Não podia deixar de fazer um jabazinho aqui, né…

header_vestibular0902

 

 

acessem o link aí em cima  e vejam detalhes. A arte deste ano ficou bem legal. Boa sorte aos candidatos ;-)

06
Mai
09

Mangue Nike: Branding, sneakers e ultrassegmentos.

Os mais antenados já devem ter visto esta notícia, mas vamos por partes. Vamos começar pela paixão os sneakers – Snee o que? – devem estar pensando alguns de nossos amigos. Isso mesmo – Sneakers. Ou como chamamos aqui tênis. Essa paixão pelo calçado levou o designer pernambucano Ricardo Nunes a criar um blog para dedicar-se ao seu tema predileto. E este blog hoje é referência no mundo todo. Quem ainda não conhece sobre a cultura sneaker ou o sneakersbr pode clicar e acessar o site campeão.

O site do Ricardo chegou até a Nike, que é uma das empresas com o Branding mais antenado do mundo. Aliás a Nike é cada vez mais branding, sendo uma marca de moda praticamente sem estruturas produtivas próprias – só desenvolvimento, gestão e marketing. A fusão da global Nike com o SneakersBR terminou gerando um rebento global com DNA local: um tênis Nike chamado Lanceiro (aliás, senhor Air Max 1 QK ‘Lanceiro’ para os não iniciados…), o primeiro totalmente desenvolvido no Brasil. Um editorial bilíngüe no site e diversas repercussões em blogs como o da MTV estão aí para provar que o sucesso da proposta não é brincadeira. Serão 300 exemplares (uma tiragem limitada) para todo mundo, e o tênis deve chegar ao país agora em junho (está bem pertinho…). O tênis foi criado misturando manguebeat, caboclos de lança com tecnologia de ponta de absorção de impactos. Entre as gracinhas do sneaker temos a frase “um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar” gravada próximo aos calcanhares do pisante visível apenas em determinados ângulos de luz. No solado transparente algumas manchas de lama e um caranguejo de miçangas coloridas (esse último eu não peguei, mas fiquei hiper-curioso de ver). Um produto totalmente inserido no conceito de glocalização que tem sido apregoado para resolver em parte a falta de identidade de marcas globalizadas, sem perder as vantagens de seu alcance universal.

Nike Air Lanceiro: um tênis, ops, um sneaker mague boy.

Nike Air Lanceiro: um tênis, quer dizer, um sneaker com jeito de mangue boy.

Vamos voltar ao meu assunto preferido: os ultrassegmentos. Putz – existe uma cultura sneaker (nome que até pouco tempo pra mim era nome de chocolate), um público para isso, altamente formador de opinião e capaz de criar um produto de fusão cultural lançado por uma das principais marcas do mundo globalizado. Esse consumidor não é suscetível a determinadas questões que uma crise como atual envolve: ele é um seguidor da tribo que aderiu e passa a ter uma relação emocional e social extrema com as marcas que compartilham sua paixão. Estar ao lado desta cultura – num nível quase religioso como prega Patrick Hanlon em seu Primal Branding – gera não apenas adeptos como fanáticos por estes produtos.

 

Enquanto viajava isso eu me lembrei aqui do meu projeto de mestrado, que falava do Bandepe, onde trabalhei por cerca de cinco anos: um banco local, comprado por uma megainstituição estrangeira, que tinha começado o século XXI fazendo a união do local com o global, em campanhas muito legais assinadas pela pernambucana MartPet. Depois, fusão vai, fusão vem, tudo isso vai por água abaixo e se cria uma padronização “ABN/AMRO” com o objetivo de cortar custos. E a identidade? Hoje em dia, com a tecnologia, o serviço bancário é muito homogêneo, com diferenciação mínima na maioria dos serviços que não sejam copiáveis, como taxas e pro aí vai. Por que não submarcas locais? Por que não apaixonados pelo meu banco, mesmo que ainda numa escala local, em vez de clientes confinados em marcas globais sem significado para eles? Enquanto marcas vem de fora beber nesta identidade, as empresas daqui jogam fora parte do ativo que tem, certas de que estão fazendo um grande pacto global de marca.

Lanceiro: como aquela rádio - de Pernambuco para o mundo.

Lanceiro: como aquela rádio - de Pernambuco para o mundo.

 

Meus parcos leitores: um viva ao Lanceiro, um produto de babar! Um viva ao seu conceito que transcende o físico e se instala dentro do que há de mais moderno em conceito de marca. Um viva a jackson do pandeiro, que msturava bee-bop com samba muito antes de nós mortais entermos o que era isso. E um viva, também, ao meu guru Ricardo Braga, que ao contrário de muito menininho por aí, tá muito antenado, sim senhor, e que me apresentou ao lanceiro. Valeu, Braga!




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