Arquivo para Março, 2009

30
Mar
09

Ainda sem Velox

Naming é uma das coisas que acho mais interessante dentro das novas ferramentas ligadas ao branding. Esta coisa do nome – de mostrar valor e funcionamento através do nome – é fantástica. Pena que apesar do nome muito legal a Oi não consegue ser Velox por aqui nem para transferir um telefone/internet. Por isso, ainda estou sem Velox, sem telefone e esperando pacientemente.logo-velox

Quando a finada Vésper se lançou no mercado eu achei bárbaro um anúncio que dizia “Nossa concorrente é do outro mundo: um mundo sem fax, sem telefone e onde dinheiro não é problema.” Era um anúncio da Telemar para falar das suas vantagens. Hoje fica claro para mim que concorrência é bom demais, e aqui não temos nenhuma, já que não consigo ter nem internet em casa. Sou do rol daqueles que só usa web no trabalho…

Portanto, amigos, quando verem velox, lembrem que nem sempre o naming faz jus ao produto.

26
Mar
09

Investimento? Propaganda é custo fixo.

Eu acho muito legal questionar alguns cânones sem fundamento que rolam no nosso meio. O mais absurdo de todos foi a eufemização do gasto em publicidade e propaganda. Ficou convencionado dizer que era um investimento, pois dava retorno para marca, que não podíamos encarar a propaganda como gasto. A idéia era meio que passar a perna no cliente: olha, você não tá gastando, esse dinheiro vai voltar para você.

O que ninguém lembra é que investimento é uma questão de escolha e momento, tem horas que dá pra investir e outras que não. Não muito à toa, quando se tem uma crise alguns empresários pensam: hora de cortar investimentos e pensar no indispensável… Bem, lá se vai a propaganda. Depois da crise, todos sabemos, o investimento é o último a voltar, portanto… Eis nosso próprio estratagema engraçadinho se voltando contra nós.  Dizer que propaganda é investimento (por conta do retorno) é nonsense. É como dizer que uma indústria está investindo ao comprar matéria prima. É como dizer que a Coca-Cola fez um grande investimento em açúcar, pois ela vai virar refrigerante e retornar como recursos para empresa. Ou que a Vitarella está investindo em trigo como se ela tivesse alguma escolha.

Propaganda é uma despesa que num mundo de alta competitividade não dá para deixar de estar entre as principais das corporações. E quanto mais competitivo o segmento, e quanto mais dependente do varejo, mais indispensável. Não dá para nenhuma empresa dizer: “pessoal, esse mês vamos economizar na luz elétrica! Vamos funcionar só na luz de vela e sem computador”. Ou para a linha de montagem da Pomarola dizer: “esse mês a gente tem tomate, mas num vai ter tempero nenhum para colocar no molho. Mês que vem a gente coloca”. Vai que a Vivo decide – “Que tal ficar só uns três meses sem propaganda nenhuma…” Não é nem ao menos razoável acreditar nesta possibilidade. Portanto não tem nada de investimento, é um custo fixo, tem que ter sempre.

O problema é sério pois não dá para encarar esta despesa como supérflua: ela tem que estar nos planos de negócio de uma empresa em implantação, nas perspectivas de lançamento de um novo produto e na manutenção e expansão de carteiras de clientes de empresas de serviço. A comunicação persuasiva sistemática tem que fazer parte do orçamento das empresas não por ser um investimento, mas por ser parte fundamental da operação de qualquer negócio no mundo contemporâneo. 

E Propaganda não é investimento? Vá lá que uma campanha institucional ou determinadas ações possam ser encaradas assim, mas a exposição sistemática que as marcas e organizações precisam ter fazem parte da matriz de despesas da empresa, independente do fato de elas gerarem retorno. Assim como um funcionário pode ser bom ou mau para a empresa temos que gerenciar suas ações para que eles alcancem o que esperamos. Se ela não está sendo funcional, demita a má propaganda e contrate a boa. Agora sem nenhuma não dá pra ficar.

20
Mar
09

Um pouco de lag… Na dimensão paralela de Candeias

Putz passou o mês de março quase todo e eu não postei nem uma vez: não foi preguiça, prometo. É que me despedi do Pina a semana passada. Estou indo pra Candeias (a prefeitura diz que é Piedade, mas dúvido muito pela verdadeira viagem interplanetária necessária para chegar lá todo dia). Saí do meu alugado-retrô em cima do La Cuisine para um potentoso três quartos ocupado por gatos em todos os cômodos. Há muito adiavamos a decisão pelos últimos retoques no apê, mas foi necessário mudar.

Com isto tive 15 dias agitadíssimos no começo de março, que culminaram na mudança. Transferência de endereço, cartões e tentando transferir a Velox. Isso mesmo: a empresa Tchau, cujo nome de fantasia é Oi ainda não transferiu meu telefone (e olhe que estamos em tempo de portabilidade). Primeiro me cobrou duas contas atrasadas de R$ 5,00 cada uma, referentes a só Deus sabe o quê. Como queria me transferir e não agüentava (ops, escapou um trema…) mais a demora, paguei para depois criar confusão… Elas eram do ano passado… O curioso é que nem eles sabem informar sobre o que elas são, já que tenho este telefone há anos e a conta mensal normal foi paga mês-a-mês. O inferno astral continua e mais de dez dias depois continuo aguardando (bem pacientemente) até resolver desistir. Se o 3G da TIM não fosse tão instável em Candeias, teria feito valer a portabilidade já.

Com tudo isso além de em processo de mudança de endereço estou meio desconectado: só o celular que não funciona bem com a web no novo endereço. Hoje, ajeitando os últimos bregueços aqui no Pina, deu tempo de dar uma postada e não deixar meus dois leitores assíduos sem informações frescas neste blog.Minha nova varandinha... Já twittei ela mas não canso de ver

Para os que não sabem Candeias é uma dimensão paralela cujo portal de acesso (uma espécie de worm-hole dimensional) fica depois do Shopping Guararapes, em jaboatão. Aliás a maior parte de Jaboatão já fica numa dimensão paralela, o que justifica a total ausência de lei e de poder público. O Novo prefeito é bem esforçado, o que já me deixa feliz. Mas o que me deixa feliz mesmo é que, como toda dimensão paralela, tem coisas diferentes… É tranquila e dá vontade de chegar lá e não sair (até porque o trânsito é de matar…). Para explicar este radical afastamento dou duas dicas: a foto da minha varanda e o aumento dos financiamentos via FGTS para a classe média. Isso mesmo, sou dono de uma longa conta de prestações que resultarão em apartamento após muitos e muitos anos de dívidas.

Bem, desejem-me sorte e espero voltar ao normal logo.




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