26
Ago
09

A Nau dos Insensatos

Antes de começar não podia deixar de falar do layout novo e putamente legal do site de apoio do Fontanella. Tem muita coisa lá para os alunos e os amantes da publicitarem fuçarem. Além de que ele é meu idóloe dividiu o blog em categorias completamente compreensíveis. Esta gauchada é foda mesmo. O nome? A Nau dos Insensatos

Só pra dar uma canjinha foi lá que eu conheci o Mad Men Yourself. Eu gosto demais da série, e minha mulher, Keka, tem uma verdadeira paixão alucinante por ela. Tenho medo de cruzar com Don Draper e perder a esposa, até poruqe eu to mais pro gordinho da mídia que pra qualquer outro…

Bem não importa, fiz aí meu experimento. Quer brincar também, acessa lá o link! E Vê o site do fonta!

tomando um drink com don draper

tomando um drink com don draper

24
Ago
09

Passou as férias de julho, chegou agosto e o Blog não voltou…

Peraí gente. Vai voltar logo, logo. Muitas coisas para resolver e trabalho para fazer na consultoria, na católica e na FBV. Sim agora ministro aulas também na FBV!

Mas não podia deixar de dar uma dica: “O que Branding?” de Matthew Healey, em edição portuguesa mas ricamente ilustrada, um livro básico para planners e arquitetos de marca de plantão.

Olha a capa do livrito aí, parece coisa de petista, mas nada a ver.

Tradução show, livro show da Editoral Gustavo Gili.

Semana que vem, reabrimos a bodega!

28
Jun
09

Amor e Solidariedade: Abelardo da Hora no CCBB

Às vezes fico impressionado como Pernambuco é um celeiro de cultura para o país: a arte popular ao cinema, teatro, dança e, claro, as artes plásticas. Pode ser por conta da minha relação muita próxima, mas como alguém que gosta e vive no meio da arte não podia me furtar a falar que poucas vezes vi um escultor brasileiro com tanta força quanto Abelardo da Hora. Pernambucaníssimo, ele admira por ser um artista completo: mais que um escultor, é um artista plástico e experimentou e realizou de tudo neste segmento. É um grande desenhista, tem trabalhos de grande expressão na gravura e em cerâmica. De arte cinética à tapeçaria, experimentou seu traço em diversos substratos artísticos. E achando pouco o abuso ainda escreve - tem diversas poesias e é fundador da UBE (União Brasileira e Escritores) em Pernambuco. Ufs! Dá um cansaço até de pensar.

Do alto dos seus 85 anos seria natural pensar que está na hora de parar, mas o artista para a arte. Trabalha todos os dias e continua produzindo de esculturas enormes a desenhos delicados. Liderado por seu filho, o instituto – o IAH - conseguiu um feito para um artista nordestino: emplacar uma exposição do artista em turnê nacional através de apoio firmado com o Banco do Brasil e seu Centro Cultural. Falo “um feito” pois geralmente vemos apenas grandes artistas internacionais ou artistas do Sudeste conseguirem este destaque.  Não que não tenhamos grandes talentos no Sudeste, ou que possamos ficar míopes aos grandes nomes da arte mundial. Mas temos tantos artistas e nomes brasileiros fora do eixo Rio-SP que precisam ser conhecidos, que me impressiona como eles circulam pouco . Pior: quando chegam vão ser divulgados em salas menores, com pouca divulgação ou tardiamente em homenagens póstumas.

Bem, saindo das reflexões e partindo para esta exposição a retrospectiva “Amor e Solidariedade” vai ser inaugurada nesta segunda no CCBB de

Abelardo modela uma de suas mulheres, que estará integrando a mostra "Amor e Solidariedade" do CCBB

Abelardo modela uma de suas mulheres, que estará integrando a mostra "Amor e Solidariedade" do CCBB em Brasília

 Brasília e  segue em setembro para o CCBB do Rio e depois embarca em dezembro para São Paulo, onde ficará no MASP, dada a relevância da obra de Abelardo. Um Abelardo que para o pernambucano é bem próximo – está em diversos edifícios do Recife, em monumentos antigos e recentes – mas pouco conhecido fora do universo das artes plásticas em outros lugares do país. Aqui esbarramos com o artista em esculturas que falam do nosso povo como “Os cantadores”  no parque treze de maio ou no “Vendedor de Pirulitos” do nosso Zôo de Dois Irmãos. Lá fora este contato é escasso, apesar dele ter obras no acervo do MASP e no Solar do Unhão na Bahia.

 A mostra é uma retrospectiva em homenagem aos 60 anos da primeira exposição do artista (que acontece ano que vem). Mas bem que podia ter outro título em vez de retrospectiva, já que mostra uma série de esculturas inéditas que o artista fez para esta exposição (diversas mulheres), muitas raridades nunca expostas (incluindo cerâmicas) e o famoso busto “Sabino” que normalmente pode ser visto no Instituto Ricardo Brennand. Estarão lá também as matrizes em concreto do Monumento ao Frevo (na nossa Rua da Aurora) e do Monumento aos Retirantes (hoje no Parque Dona Lindu). O evento tem mais de uma centena de peças do artista, mostrando todas as suas fases e temas ligados sempre a questões de solidariedade (sua série de esculturas denúncia e relação à fome e à miséria) e amor (amor ao nosso povo e cultura e às mulheres – que o artista não cansa de destacar como “a coisa mais linda do mundo”).

E Pernambuco, ficou de fora? Nada disso, o grand finale da turnê será em Recife, em pauta prevista para o Mamam. Exatamente no época em que há sessenta anos o artista fez sua primeira exposição no Recife.

Para saber mais sobre o artista alguns links:

Dá pra ver um pouco da obra numa cópia do antigo site oficial do artista, hoje hospedado no site do IAH. Clica aqui.

Também dá pra ver horários da exposição em Brasília (para quem está na terrinha… Isso mesmo, já que eu sou candango de nascença…) no site do CCBB

PS: Na foto do post coloquei uma raridade: a moldagem de uma das esculturas de Abelardo que estará nesta exposição, ainda em barro, antes do molde de gesso. Vida longa ao artista.
18
Jun
09

TOP 5 IPOD – JUNHO 2009

Bem de quando em vez eu venho aqui com minhas top Five dos últimos tempos no meu iPod.

E desta vez elas vieram ainda mais misturadas, se não não tem graça. Inclusive meio manáico-depressivas – ora bem alegres, ora introspectivas e reflexivas. Mas, elocubrações à parte, meus chicletinhosde ouvido do momento tão aí.

1. Burguesinha – Seu Jorge
Putz tem gente que vai me matar, mas eu adoro o Seu Jorge. Acho ele figuraça e despretensioso; daí fazer uma música leve, alegre, divertida. Burguesinha é uma destas. Para eu ouvir e tomar cervejinha. Eu gosto.

2. With Strangers – Little Joy
Não gostei do Little Joy logo de cara, fui me acostumando e ela me conquistou. Tem outras que adorei também, mas esta ficou no Ipod no “repeat”.  I keep pretending not to care / but the winter scent in her hair / compels my hands to do / the things my heart wouldn’t dare .

3. Não Grude Não – Gilberto Gil
Nessa e´poca de São João taí uma coisa legal de “Banda Nova Cordel”. Paguei pelo disco do ex-ministro, mas não gostei de quase nada. Mas dessa eu assino embaixo, exatamente por não querer ser aquilo que não é. Um forrozinho em boa forma.

4. Malemolência – Céu
Um ode ao amor platônico, melodicamente muito legal. Frase emblema: O que é um beijo se eu posso ter teu olhar?

5. Mal Necessário – Ney Matogrosso
Acho ele um puta intérprete e no disco “inclassificáveis” tem muita coisa legal.  Meio down, mas necessário nesta podlist.

Bem vamos ficando por essas, quem sabe depois do intervalo de julho, a gente volta animado em julho com um top 5 das férias.

07
Jun
09

Video digital .rmvb na TV: Conheça o DiyoMate Media Center. [gadgets, gadgets]

 

O pequeno notável exibe diversos formatos de áudio, video e imagem e ainda toca arquivos .rmvb. Imperdível e barato.

O pequeno notável exibe diversos formatos de áudio, video e imagem e ainda toca arquivos .rmvb. Imperdível e barato.

Imagine ver vídeos em sua televisão em formato .rmvb sem ter que ligar o computador nela. Imagine que eles podem estar num pendrive, num cartão de memória ou até num HD portátil. Imagine controlar diversos arquivos . Bem você imaginou um media Center: uma gadget que promete ser o futuro da mídia na sala de TV. Até hoje isso era muito caro e envolvia tecnologia dispendiosa mas os chineses –tenho cada vez imaginado que Deus na verdade é chinês e adora uma gadget – lançaram um media Center barato e muito, muito legal.

 

Quem gosta de Gadgets e não conhece, precisa conhecer o Deal Extreme, DX para os íntimos. Basta ter uma conta paypal que você tem acesso a toda a sorte de produtos, com taxa de envio free para todo o mundo. É isto aí que você ouviu: taxa de entrega grátis para qualquer lugar do planeta. Não importa quão pequeno seja o valor do seu pedido (menos de um dólar) ou quão grande seja o equipamento. Os produtos são baratos e a maioria deles chega aqui sem pagar taxa de importação. Um achado. Comecei comprando uns fones pra iPod, outras coisas de até dois dólares e fiquei viciado.

Foi nestas buscas que conheci a unidade de media Center da DiyoMate, uma empresa chinesa que fabrica unidades que passam diversos formatos de vídeo, inclusive .RMVB. As unidades são pequeninhas e custam cerca de 43 dólares a mais simples até 60 dólares as com mais recursos. Hesitei semanas até que comprei uma mais simples, com a impressão de que ia me arrepender. Ledo engano. A pequena, discreta e leve unidade é uma pequena notável, que me custou menos de R$ 90,00. A unidade toca arquivos com formatos MPEG1, MPEG2, MPEG4 e AVI. Tem codecs de áudio para MP3, WMA e AAC. E ainda mostra imagens em format JPG, BMP, TIF, permitindo mostrar elas num slideshow com música de fundo, ou ainda dar zoom e girar na tela. Sem nenhum outro dispositivo extra e via controle remoto. A coisa mais parecida no Mercado Livre daqui custa uns trezentos reais. E nem toca real media. 

Minha euforia tem motivo. Eu adoro séries. E – claro – baixo muitas delas antes de saírem nas TVs a cabo daqui. Neste dispositivo você vê tudo isso sentadão no sofá: é um achado. Em vez de ligar o computador na TV ou tentar converter o formato RMVB para algo que seja num desses DVDs toca tudo (e ainda gastando discos para jogar fora depois), basta levar o pendrive para o nosso amigo. Discreto vem com uma fonte bivolt e ótimo acabamento. Tenho que admitir que fiquei pasmo. O segredo é simplicidade  - o gadget é um grande leitor de usb e SD com um cojunto de codecs. Para completar a empresa promete que o firmware dele terá upgrades regulares.

Mada de isntalar codecs ou ficar ligando o computador: basta ligar um pendrive e ver videos digitais, séries, fotos e muito mais.

Nada de instalar codecs ou ficar ligando o computador: basta ligar um pendrive e ver videos digitais, séries, fotos e muito mais. E o danado vê legendas especiais também.

Eu fiquei encantado coma simplicidade e a qualidade do conteúdo. Coloquei no flicker um unpack para quem quiser ver: clique aqui e dê uma olhada.  O que tenho a dizer é especialmente a facilidade. Você coloca seus arquivos de séries num pendrive ou num cartão SD, coloca na maquinha e vê com grande qualidade de áudio e vídeo. Sentadão. Um Pen drive de 4GB cabe uma temporada inteira. Haja pipoca. Excelente pedida para as férias da unversidade.

A interface do programa em inglês é bem intuitiva, apesar de que renomear arquivos diretamente do controle remoto é uma opçãom possível, mas trabalhosa. Já girar fotos e fazer apresentações de slides com som ao fundo é simples de fazer. O dispositivo tem saída em 720p HD, mas existem versões com 1080 e saída HDMI um pouco mais caras. Mas para ver videos da web acho desnecessário (pelo menos por enquanto e com as bandas nem-tão-largas que temos por cá em Recife)

Quem quiser ver olhar todas as especificações da gadget chinesa pode clicar neste link direto na loja.  Um úncio problema: não espere agilidade na entrega. O próprio site avisa – o preço da entrega rápida é esperar, em média, 45 dias pelo produto. Às vezes leva um pouco mais, às vezes chega em pouco mais de 20 dias. Mas, neste caso, quem espera alcança mesmo. 

26
Mai
09

Vestibular Unicap 2009 – Post Telegráfico

To preparando dois post legais, um deles sobre o media center da DiyoMate. Muito legal. Mas como faz tempo que não passo aqui resolvi publicar um post telgráfico para avisar algo: o vestibular de meio de ano da Universidade Católica de Pernambuco já está no ar, com vagas para o curso de publicidade. Não podia deixar de fazer um jabazinho aqui, né…

header_vestibular0902

 

 

acessem o link aí em cima  e vejam detalhes. A arte deste ano ficou bem legal. Boa sorte aos candidatos ;-)

06
Mai
09

Mangue Nike: Branding, sneakers e ultrassegmentos.

Os mais antenados já devem ter visto esta notícia, mas vamos por partes. Vamos começar pela paixão os sneakers – Snee o que? – devem estar pensando alguns de nossos amigos. Isso mesmo – Sneakers. Ou como chamamos aqui tênis. Essa paixão pelo calçado levou o designer pernambucano Ricardo Nunes a criar um blog para dedicar-se ao seu tema predileto. E este blog hoje é referência no mundo todo. Quem ainda não conhece sobre a cultura sneaker ou o sneakersbr pode clicar e acessar o site campeão.

O site do Ricardo chegou até a Nike, que é uma das empresas com o Branding mais antenado do mundo. Aliás a Nike é cada vez mais branding, sendo uma marca de moda praticamente sem estruturas produtivas próprias – só desenvolvimento, gestão e marketing. A fusão da global Nike com o SneakersBR terminou gerando um rebento global com DNA local: um tênis Nike chamado Lanceiro (aliás, senhor Air Max 1 QK ‘Lanceiro’ para os não iniciados…), o primeiro totalmente desenvolvido no Brasil. Um editorial bilíngüe no site e diversas repercussões em blogs como o da MTV estão aí para provar que o sucesso da proposta não é brincadeira. Serão 300 exemplares (uma tiragem limitada) para todo mundo, e o tênis deve chegar ao país agora em junho (está bem pertinho…). O tênis foi criado misturando manguebeat, caboclos de lança com tecnologia de ponta de absorção de impactos. Entre as gracinhas do sneaker temos a frase “um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar” gravada próximo aos calcanhares do pisante visível apenas em determinados ângulos de luz. No solado transparente algumas manchas de lama e um caranguejo de miçangas coloridas (esse último eu não peguei, mas fiquei hiper-curioso de ver). Um produto totalmente inserido no conceito de glocalização que tem sido apregoado para resolver em parte a falta de identidade de marcas globalizadas, sem perder as vantagens de seu alcance universal.

Nike Air Lanceiro: um tênis, ops, um sneaker mague boy.

Nike Air Lanceiro: um tênis, quer dizer, um sneaker com jeito de mangue boy.

Vamos voltar ao meu assunto preferido: os ultrassegmentos. Putz – existe uma cultura sneaker (nome que até pouco tempo pra mim era nome de chocolate), um público para isso, altamente formador de opinião e capaz de criar um produto de fusão cultural lançado por uma das principais marcas do mundo globalizado. Esse consumidor não é suscetível a determinadas questões que uma crise como atual envolve: ele é um seguidor da tribo que aderiu e passa a ter uma relação emocional e social extrema com as marcas que compartilham sua paixão. Estar ao lado desta cultura – num nível quase religioso como prega Patrick Hanlon em seu Primal Branding – gera não apenas adeptos como fanáticos por estes produtos.

 

Enquanto viajava isso eu me lembrei aqui do meu projeto de mestrado, que falava do Bandepe, onde trabalhei por cerca de cinco anos: um banco local, comprado por uma megainstituição estrangeira, que tinha começado o século XXI fazendo a união do local com o global, em campanhas muito legais assinadas pela pernambucana MartPet. Depois, fusão vai, fusão vem, tudo isso vai por água abaixo e se cria uma padronização “ABN/AMRO” com o objetivo de cortar custos. E a identidade? Hoje em dia, com a tecnologia, o serviço bancário é muito homogêneo, com diferenciação mínima na maioria dos serviços que não sejam copiáveis, como taxas e pro aí vai. Por que não submarcas locais? Por que não apaixonados pelo meu banco, mesmo que ainda numa escala local, em vez de clientes confinados em marcas globais sem significado para eles? Enquanto marcas vem de fora beber nesta identidade, as empresas daqui jogam fora parte do ativo que tem, certas de que estão fazendo um grande pacto global de marca.

Lanceiro: como aquela rádio - de Pernambuco para o mundo.

Lanceiro: como aquela rádio - de Pernambuco para o mundo.

 

Meus parcos leitores: um viva ao Lanceiro, um produto de babar! Um viva ao seu conceito que transcende o físico e se instala dentro do que há de mais moderno em conceito de marca. Um viva a jackson do pandeiro, que msturava bee-bop com samba muito antes de nós mortais entermos o que era isso. E um viva, também, ao meu guru Ricardo Braga, que ao contrário de muito menininho por aí, tá muito antenado, sim senhor, e que me apresentou ao lanceiro. Valeu, Braga!

19
Abr
09

Planejar e atender (ao mesmo tempo e bem): num deu.

Hoje é dia do índio. E em homenagem a isso vou falar de um programa de índio: fazer duas coisas ao mesmo tempo e bem. Aquela coisa de assobiar e chupar cana, como falmos por aqui… Pois é: estamos tentando isso com o Atendimento (Account Management ou Gerenciamento de Contas – uma área de negócios) e o Planejamento (Uma área estratégica da comunicação – o planejamento de Contas ou Account Planning).  Nós, publicitários temos nos esforçado nisso: o atendimento muitas vezes é mau visto pelos criativos, já o planner é um cara mais cool… Pode ser. Nem sempre é, pelo contrário: às vezes o planejamento dá sempre aquele gosto amargo de realidade as propostas da agência.

Quando era estudante (lá pro meio da década de 1990, num faz tanto tempo assim…) A aposta era a fusão de atendimento e planejamento na propaganda. Na cola da Talent que tinha como cabeça um cara de planejamento, imaginou-se num formato enxuto que as agências funcionariam bem com atendimentos que planejavam e planejamentos que atendiam. Eu acho que num deu. Mas vou explicar como penso. Bem gosto sempre de ouvir outras opiniões. Tem a minha queridíssima Fischer, América que aboliu o atendimento contando com Planners na linha de frente. Na verdade os planners em si sempre contam com assistentes que, por sua vez, terminam fazendo o serviço estafante e operacional dos atendimentos. Falo isso sem ironias, pois acredito que uma das grandes mentes da propaganda brasileira é o Eduardo Fischer. E realmente a área de atendimento está numa crise de identidade. Se tivesse que apostar numa fusão entre as áreas seria sob esse ponto de vista. Mas não tenho enxergado neste modelo uma fusão de operações, mas no planejamento gerenciando o atendimento. Olhando para Pernambuco vejo as agências locais que entregaram as missão de planejar, muitas vezes, a quem atende (salvo raras e honrosas exceções).  O problema é que quem já foi atendimento sabe que a rotina operacional de atender suga todas as perspectivas de tempo para pensar no cliente: de passar um job (fazer o pedido para criação, falar com a mídia, gerenciar prazos, etc.) até a controlar reuniões de uma carteira que dificilmente é enxuta, o atendimento termina sufocando o planejamento como atividade estratégica. Pensar fica no segundo plano. A operação sempre tem questões urgentes que tomam o tempo de quem trabalha. Eu sei disso: fui diretor de Atendimento e Planejamento na extinta Creatto e sei que não dá pra fugir. Mea culpa minha também. E por que a gente tenta assim mesmo? Custo! Custa caro planejar. E como vivemos a contar centavos em contas cada vez menos rentáveis, já viu. Precisamos pensar que num deu. A experiência foi legal, mas acho que é hora de ter departamentos distintos funcionando bem, pois planejamento não é mais diferencial, é mercadoria básica da agência de propaganda. E, desculpas ao cliente, ma esta conta é dele.  Não dá pra ficarmos acuados: resultados pressupõem pensamento estratégico. E velocidade nos prazos requer uma operação ágil que só umbom departamento de atendimento pode dar. Quer os dois?  Tá na hora de encarar custos. Agora nós temos nossa parcela de culpa. Temos agências com atendimídias, produção e mídia e por aí vai. Fusões de áreas. Eugências (agências de homem só). A indústria da propaganda vem trabalhando fundo nos últimos 160 anos para dividir as missões, num dá pra querer reinventar a roda só pra economizar. As agências locais tem que se repensar como negócio: desenvolver diferenciais, atender mercados e demandas específicos. Senão seremos quase sempre versões compactas de uma agência maior e melhor. E não acho isso uma proposta viável para construir um negócio saudável para o futuro. Você acha que dá sim? Comenta aqui… Pra mim, já foi.

02
Abr
09

De Recife à Piedade: 3G tim web x 3G Vivo Zap

Depois de tantos problemas e da Oi se recusar a me atender com o Velox, mesmo tendo pago todas as taxas ilegais e extorsivas que ela impôs, tive que ir atrás de uma web 3G. Como já tenho um plano de dados 3G da Tim saí testando ela via HTC e comparando com minha nova aquisição um modem Huawei. Como ambos funcionam como modem 3G, observei em diversos pontos da cidade e em situações comuns para tomar a decisâo: fico mesmo com a Vivo (ou passo ele para keka usar e tento a velox mais um pouco). Bem, vamos aos resultados da minha avaliação e depois ao meu parecer pessoal…

Teste 01 – Mascarenhas de Moraes – Universo (Em Sala de Aula)

>> O Tim tem grandes dificuldades de pegar a Web. O telefone está ok, testei o chip vivo nele e a web funciona, portanto está descartado o problema ser do aparelho HTC (a princípio). 

>> A Vivo funciona maravilhosamente dentro de sala de aula no quinto andar do prédio. As taxas – impressionantes – de download testadas pelo speedtest.net chegam a superar o 1 Mbps e deram mínima de 0.55 Mbps. Bem razoável diante da Velox de 1 Mbps  no Pina, que chegava a vários dias dar 0.4 Mbps. Ponto para a vivo.  Bem estável ví vídeos e acessei sites e baixei mensagens para o meu Incredimail. Usando o “Rio de Janeiro” que é o servido recomendado para minha conexão, a média deu essa aí abaixo. Boazinha. Mas o lugar é pior possível. O modem tá rodando HSDPA como protocolo padrão (pelo que entendi).

>> Depois de um esforço considerável a TIM pega. O ping é grande e os resultados são meia-boca. Dá pra se virar numa emergência. E só. O pico (se é que pode se chamar assim) é algo em torno de 0.40 Mb – um absurdo de baixo. Com um grande Ping. O speedtest.net recomendou Rondonópolis e depois mudou de idéia.  No Rio de Janeiro, para testar o mesmo server do Vivo Zap.  O ping era bem maior – quase 800ms. Abaixo a média com o Speedtest . Vale salientar que no processo – que durou mais que os dez minutos da Vivo – a Tim caiu duas vezes e saiu de HSPA para Edge também. Por sinal se deu melhor no Edge (pasmem). Em rondonópolis, depois a performance foi pior. Ponto pra Vivo mais uma vez. 

Só um PS: atentem para o Upload, bem parecido…

Teste 2 – Curva do SESC – fronteira entre Piedade e Candeias (em casa)

>> A Vivo foi rápida e está bem estável, não caiu durante os testes. Aqui em Piedade ele indicou ora Rondonópolis como servidor, ora Rio, como tinha feito com a Tim na Mascarenhas de Moraes. Apesar da estabilidade se manter, aqui a nossa média foi menor: 0.50 Mbps… Assim num dá pra pensar em abandonar a Velox, mas já é um bom começo. No Rio a coisa funciona levemente melhor, mas ainda bem mediana… cerca de 0.55 de média. 

  

O pico no Rio (ao lado) foi baixo, mas o upload…

>> Aqui a Tim continua instável: hora entra, hora sai do ar, e com várias baixas de funcionamento. Bem, mas estamos aqui, não é… Vamos ao Speedtest de novo e encontramos. Em Piedade ele indicou Rondonópolis como o ideal, esqueceu o Rio de Janeiro… A latência (o famoso ping) continua obsecena – quando resolve conectar gira em torno de 1027 ms…  Testei o Rio e surpresa: um pico de 0.80. A velocidade em si é razoável: picos de 0.60 Mbps para download e 0.15 para upload. A menor velocidade obtida em teste foi 0.20 MBps, mas com as quedas conta como zero a menor.  A média é melhor que antes –  Mesmo assim duas de três tentativas já dá pra dizer que a TIM dificilmente chega aos prometidos 1 Mbps. Mais que velocidade a estabilidade chateia – cai demais.

  

O teste acima no servidor Rondonópolis (recomendado) e no Rio de Janeiro. Como vocês viram no Rio tivemos uma média melhor e chegamos ao nosso “pico”. A média foi melhor, ampliada a performance pela estabilidade: 0.50 em Rondonópolis. Pelos picos, ponto pra TIM. Pelo upload e estabilidade ponto pra Vivo. Precisaremos da melhor de três.

 

Teste 3 – Universidade Católica – Boa Vista

 

>> Aqui no coração do Recife começamos com a TIM que se mostrou muito, muito mais estável que antes, apesar de ter caído duas vezes durante o processo. Logo no primeiro dos nossos cinco testes (servidor rondonópolis) o Speednet chegou ao pico de 0,75 Mbps e se manteve numa boa média de quase 0.6. Gostei do desempenho do download também.

Pico na Unicap  

>> A vivo continuou estável no bairro da Boa Vista. o servidor recomendado pelo speedtest foi novamente o Rondonopolis sem crises de identidade, o que facilitou os testes no bairro. Logo de cara a vivo foi também impressionante: 1.41 Mbps, bem mais que a TIM e que o Velox máximo em Recife. Nos cinco testes encontramos uma média bem expressiva acima de 1 Mbps com pico de 1.44 e o menor índice sendo 0.70 Mbps. 

  

Acima pico e um melhor representante da média de velocidade da Vivo na Boa Vista.

Minhas conclusões para 3G em Recife:

>> Se tivesse que fazer a escolher uma só, seria a Vivo. Penso até em cancelar ou dimuinuir meu pacote de dados na TIM se continuar instável.

>> Todas tem oscilações grandes de Upload e Download,  bem maiores que numa rede ADSL. Não sei se vai dar pra viver sem Velox, mas vale a pena tentar.

>> A TIM cai mais do que deveria. Mas dá de dez a zero na Claro que tive uma experiência muito ruim no começo quando adquiri uma pra minha mãe.

>> Para quem Viaja, a Vivo é excelente alternativa: funciona sem custo extra em qualquer região atendida pela operadora. Lan House em outros estados nunca mais (pelo menos é o que ela promete). Os custos hoje (abril/2009) foram R$ 29,90 pelo conjunto modem + Chip e plano ilimitado de R$ 119. O mesmo custo da TIM. Em vantagem financeira, não temos nenhuma.

Bem espero ajudar os indecisos e aguardo os comentários…

 


30
Mar
09

Ainda sem Velox

Naming é uma das coisas que acho mais interessante dentro das novas ferramentas ligadas ao branding. Esta coisa do nome – de mostrar valor e funcionamento através do nome – é fantástica. Pena que apesar do nome muito legal a Oi não consegue ser Velox por aqui nem para transferir um telefone/internet. Por isso, ainda estou sem Velox, sem telefone e esperando pacientemente.logo-velox

Quando a finada Vésper se lançou no mercado eu achei bárbaro um anúncio que dizia “Nossa concorrente é do outro mundo: um mundo sem fax, sem telefone e onde dinheiro não é problema.” Era um anúncio da Telemar para falar das suas vantagens. Hoje fica claro para mim que concorrência é bom demais, e aqui não temos nenhuma, já que não consigo ter nem internet em casa. Sou do rol daqueles que só usa web no trabalho…

Portanto, amigos, quando verem velox, lembrem que nem sempre o naming faz jus ao produto.




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